O propósito desta instalação era de uma forma concisa apresentar as ideias que McLuhan explora no texto ‘The Medium is the Message’. 

Pretendia apresentar a relevância dos media no condicionamento e potencialidades nas diferentes formas de apresentação de um mesmo conteúdo.

O uso dos três níveis de transmissão que o autor estudou: o sonoro, a escrita, o eléctrico; bem como um novo nível moderno: a interactividade.

O surgimento de novos media actua na população ao potencializar novos paradigmas de comunicação e alterações de comportamentos e dinâmicas sociais em grande escala. Esta era a área de estudo de McLuhan e sobre a qual se debruça ‘The Medium is the Message’.

 

Palavra Impressa

 

 

 

Espaço Sonoro

For we hear from all directions at once; we do not see that way at all.” 
(Marshall McLuhan, The Medium is the Message)


Auditory space has no point of favored focus. It’s a sphere without fixed boundaries, space made by the thing itself, not space containing the thing. It is not pictorial space, boxed in, but dynamic, always in flux, creating its own dimensions moment by moment. It has no fixed boundaries; it is indifferent to background. The eye focuses, pinpoints, abstracts, locating each object in physical space, against a background; the ear, however, favors sound from every direction. (…)If we lie down, it makes no difference, whereas in visual space the entire spectacle is altered. We can shut out the visual field by simply closing our eyes, but we are always triggered to respond to sound.” (Marshall McLuhan, Media Research: Technology, Art, Communication)

 

 

Electrónico

“...we live in a world of information, based on electronic medium.”

“Todos eles (os meios de comunicação) representam uma extensão das funções ou dos sentidos do nosso corpo, como o significavam as antigas tecnologias mecânicas. A roda constitui uma extensão do pé; o vestuário, um prolongamento da pele, e o alfabeto fonético, uma extensão da vista que implicou a passagem do homem oral-tribal ao homem visual. O uso dos meioss electrónicos faz-nos passar do homem fragmentado de Gutemberg ao homem integral. A televisão é o mais importante dos meios electrónicos: torna os homens permeáveis, pois amplia o sistema nervoso central, acabando com a supremacia visual.”

 

 

 (Entrevista a Marshall McLuhan, 1979)


Interactivo

Com o surgimento das novas tecnologias da informação surgem novos paradigmas, como o da interactividade. Este novo meio, mais que passar a mensagem permite-nos interagir com ela e filtrar essa mesma mensagem de acordo com os nossos parâmetros.

Enquanto que anteriormente o conteúdo era-nos dado e terminava em si mesmo, com as novas tecnologias, como os motores de busca on-line, facilmente se pode extrapolar o conteúdo para novos níveis de pesquisa e conhecimentos, relacionados com o tema inicial ou não. A escolha passa a recair no utilizador (receptor) e não no emissor da mensagem. Mais uma vez as possibilidades do meio condicionam o conteúdo da mensagem.

 

Hiperligações:

‘The Medium is the Message’

Marshall McLuhan

Google

O propósito desta instalação é de uma forma concisa apresentar as ideias que McLuhan explora no texto ‘The Medium is the Message’. 
Pretende apresentar a relevância dos media no condicionamento e potencialidades nas diferentes formas de apresentação de um mesmo conteúdo.
O uso dos três níveis de transmissão que o autor estuda: o sonoro, a escrita, o eléctrico; bem como um novo nível moderno: a interactividade.

 

 

Uma resposta to “1.3 Instalação”

  1. Sara Marques said

    Após a interpretação da vossa exposição, assim como da análise do texto que apresentaram, proponho um exemplo que, na minha opinião, corporaliza o conceito de Marshall McLuhan, ‘the medium is the message’.
    O projecto ‘Video Commune: Beatles from beginning to end’ [1970] de Nam June Paik. Este projecto mostra-nos imagens em movimento trabalhadas em directo. Durante quatro horas é pedido ao telespectador que deixe o seu papel de consumidor passivo da sociedade do ecrã, para participar, interagir e celebrar as possibilidades intrínsecas da televisão. Uma voz direcciona o espectador nesta experiência de ‘televisão que também participa’. Consiste num ecrã em tempo real, uma imagem redefinida para os novos media. Excluído do espaço físico do espectador, o espaço virtual, no qual estava confinado a televisão, é agora uma extensão desse mesmo universo.
    ‘Video Commune’ é o resultado do uso de diferentes meios, permitindo a junção da realidade e da produção, do espaço e do tempo, tudo num mesmo campo. Uma das conclusões interessantes é o facto de a televisão passar de um simples objecto de retransmissão dos nossos lares, para um media interactivo.

    Para consultar mais conteúdos acerca do video:

    http://www.medienkunstnetz.de/works/video-commune/video/1/

    http://main.wgbh.org/wgbh/NTW/FA/TITLES/Video347.HTML

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